Tempos Litúrgicos

10/07/2012 13:40

Ano litúrgico é o período de doze meses, divididos em tempos litúrgicos, onde se celebram como memorial, os mistérios de Cristo, assim como a memória dos Santos.

Diferença entre o ano civil e o ano litúrgico

Durante o ano inteiro celebramos a vida de Cristo, desde a sua em Encarnação no seio da Virgem Maria, passando pelo seu Nascimento, Paixão, Morte, Ressurreição, até a sua Ascensão e a vinda do Espírito Santo.

Mas enquanto civilmente se comemoram fatos passados que aconteceram uma vez e não acontecerão mais, (muito embora esses fatos influenciem a nossa vida até os dias de hoje), no Ano Litúrgico, além da comemoração, vivemos na atualidade, no dia-a-dia de nossas vidas, todos os aspectos da salvação operada por Cristo. A celebração dos acontecimentos da Salvação é actualizada, tornada presente na vida actual dos crentes.

Por exemplo: no dia 7 de Setembro comemora-se o Dia da Independência do Brasil. Pois bem, esse fato aconteceu uma única vez na História do mundo. Já do ponto de vista religioso, no Ano Litúrgico, a cada Natal é Cristo que nasce no meio das famílias humanas, é Cristo que sofre e morre na cruz na Semana Santa, é Cristo que ressuscita na Páscoa, é Cristo que derrama o Espírito Santo sobre a Igreja no dia de Pentecostes. De forma que, ao fazermos memória das atitudes e dos fatos ocorridos com Jesus no passado, essas mesmas atitudes e fatos tornam-se presentes e actuantes, acontecem hoje, no aqui e agora da vida dos cristãos.

Organização do ano litúrgico

Com base no que foi comentado acima, podemos perceber que existiu a necessidade de se organizar essas comemorações. E assim a Igreja fez, ao longo de séculos, estabelecendo um calendário de datas a serem seguidas, que ficou sendo denominado de “Ano Litúrgico” ou “Calendário Litúrgico”.

O Ano Civil começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de Dezembro. Já o Ano Litúrgico começa no 1º Domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e termina no sábado anterior a ele. Podemos perceber, também, que o Ano Litúrgico está dividido em “Tempos Litúrgicos”, como veremos a seguir.

Antes, porém, vale a pena lembrar que o Ano Litúrgico é composto de dias, e que esses dias são santificados pelas celebrações litúrgicas do povo de Deus, principalmente pelo Sacrifício Eucarístico e pela Liturgia das Horas. Por esses dias serem santificados, eles passam a ser denominadosdias litúrgicos. A celebração do Domingo e das Solenidades, porém, começa com as Vésperas (na parte da tarde) do dia anterior.

Dentre os Dias Litúrgicos da semana, no primeiro dia, ou seja, no Domingo (Dia do Senhor), a Igreja celebra o Mistério Pascal de Jesus, obedecendo à tradição dos Apóstolos. Por esse motivo, o Domingo deve ser tido como o principal dia de festa.

Cada rito litúrgico da Igreja Católica tem o seu Calendário Litúrgico próprio, com mais ou menos diferenças em relação ao Calendário Litúrgico do Rito romano, o mais conhecido. No entanto, para todos os ritos litúrgicos é idêntico o significado do Ano litúrgico, assim como a existência dos diversos tempos litúrgicos e das principais festas litúrgicas.

A Igreja estabeleceu, para o Rito romano, uma seqüência de leituras bíblicas que se repetem a cada três anos, nos domingos e nas solenidades. As leituras desses dias são divididas em ano A, B e C. No ano A lêem-se as leituras do Evangelho de São Mateus; no ano B, o de São Marcos e no ano C, o de São Lucas. Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades.

Nos dias da semana do Tempo Comum, há leituras diferentes para os anos pares e para os anos ímpares, tirando o Evangelho, que se repete de ano a ano. Deste modo, os católicos, de três em três anos, se acompanharem a liturgia diária, terão lido quase toda a Bíblia.

O Ano Litúrgico da Igreja é assim dividido:

1.    Ciclo da Páscoa

2.    Ciclo do Natal

3.    Tempo Comum

4.    Ciclo Santoral

Este Ano litúrgico da Igreja tem leituras bíblicas apropriadas para as comemorações de cada santo em particular, perfazendo um total de 161 comemorações. Destas, apenas 10 têm leituras próprias. Aí também estão as 15 solenidades e 25 festas, com leituras obrigatórias, as 64 memórias obrigatórias e 94 memórias facultativas, com leituras opcionais. O Calendário apresenta também 44 leituras referentes à ressurreição de Jesus Cristo, além de diversas leituras para os Santos, Doutores da Igreja, Mártires, Virgens, Pastores e Nossa Senhora.

Tempos litúrgicos

                         As divisões do Ano Litúrgico

Estes tempos litúrgicos existem em toda a Igreja Católica. Há apenas algumas diferenças entre os vários ritos, nomeadamente em relação à duração de cada um e à data e importância de determinadas festividades. A descrição que se segue corresponde ao Rito romano.

Tempo do Advento

Com este tempo, inicia-se o Ano Litúrgico. A palavra "advento" significa "chegada", "vinda". Sua espiritualidade nos chama à esperança, a uma piedosa e alegre expectativa, à conversão, à renovação e ao juízo do Senhor.

A liturgia do período do Advento é um cântico continuo de esperança. Somos chamados a viver como os primeiros cristãos a jubilosa expectativa da volta do Senhor.

O Tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que comemoramos a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, se voltam os corações para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. Por esse duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa expectativa da vinda do Messias, além de se apresentar como um tempo de purificação de vida. O tempo do Advento inicia-se quatro domingos antes do Natal e termina no dia 24 de Dezembro, desembocando na comemoração do nascimento de Cristo. É um tempo de festa, mas de alegria moderada.

Celebrando o Advento

  • Cor do tempo: roxa
  • No advento, começamos um novo Ano Litúrgico. Iniciamos aos domingos a leitura de um novo evangelista (Mateus, Marcos e Lucas),  conforme o ciclo trienal A-B-C.
  • Nesse tempo, omite-se o Glória, mas canta-se o Aleluia.
  • Usam-se o órgão e os outros instrumentos musicais. O altar é ornado com flores, com aquela moderação que convém ao caráter próprio deste tempo, de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor. Pelo mesmo motivo, não devemos tirar a sobriedade do espaço litúrgico colocando enfeites natalinos, tão comuns no comércio.
  • O 3º Domingo do Advento recebe o nome de "Domigos Gaudete" ou "Domingo da Alegria". Nele pode-se usar a cor rosa.
  • A realização de celebrações penitenciais e a celebração do sacramento da Penitência são de grande valor para a vivência autêntica desse tempo.
  • A liturgia do Advento recorda frequentemente a Virgem Maria. Por isso, esse tempo é particularmente proprício para desenvolvermos na comunidade uma espiritualidade mariana voltada para a espera do nascimento do Salvador.
  • Alguns aspectos da piedade popular (novenas, presépios, coroa do Advento), desde que sejam bem direcionados por uma espiritualidade ligada ao mistério de nossa salvação, podem ajudar na vivência desse tempo.

Tempo do Natal

Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações, pois o Natal é um tempo de fé, alegria e acolhimento do Filho de Deus que se fez Homem. O tempo do Natal vai da véspera do Natal de Nosso Senhor até o domingo depois da festa da aparição divina, em que se comemora o Batismo de Jesus. No ciclo do Natal são celebradas as festas da Sagrada Família, de Maria, Mãe de Jesus e do Batismo de Jesus.

Durante esse período, comemora-se a manifestação do Senhor em nossa carne. Celebramos a "troca  de dons entre o céu e a terra", pedindo que possamos "participar da divindade daquele que uniu ao Pai nossa humanidade". Não celebramos apenas um acontecimento do passado, o nascimento de Jesus em belém; celebramos o hoje da nossa salvação que se inicia com a manifestação de Deus na humildade de nossa carne.

A alegria da Solenidade do Natal do Senhor se desdobra e se prolonga por oito dias sucessivos, os quais chamamos "Oitava de Natal". Nesses oito dias existem algumas festas muito significativas. No dia 26 de dezembro, celebramos o primeiro mártir de Cristo, Santo Estêvão. No dia 27 de dezembro, celebramos São João, apóstolo e evangelista. No dia 28 de dezembro, celebramos os Santos Inocentes Mártires. A festa da Sagrada Família, celebramos dentro do Domingo da Oitava de Natal ou, se não houver nenhum domingo dentro da oitava, celebramos no dia 30 de dezembro. No dia 1 de janeiro, celebramos a Solenidade da Santa Mãe de Deus.

A Solenidade da Epifania do Senhor ("epifania" quer dizer "revelação"), mais conhecida como Festa de Reis, é celebrada no dia 6 de janeiro. No Brasil é transferida para o domingo entre os dias 2 e 8 de janeiro. Nela celebramos a manifestação do Senhor a todas as nações, que são representadas pelos magos que vão ao encontro do Selvador.

A Festa do Batismo do Senhor é celebrada no domingo depois do dia 6 de janeiro, e revela a filiação divina de Jesus mediante a voz descida do céu. Nesse momento acontece a verddadeira unção e investidura de Jesus como Messias (cf. Mc 1,10).

Os textos litúrgicos nos levam não a contemplar o aniversário de Jesus, mas sim a celebrar o mistério de sua manifestação ao mundo para salvar a humanidade na humildade de nossa carne. No nascimento do Redentor, saudamos e celebramos a nossa redenção, que se cumprirá em sua Páscoa.

Celebrando o Tempo do Natal 

  • Cor do tempo: branca.
  • Nas missas de Natal, no momento do Credo, todos fazem genuflexão às palavras: "E se encarnou". 
  • Na missa da Epifania do Senhor, depois da proclamação do Evangelho ou após a Oração depois da Comunhão, faz-se o anúncio do dia da Páscoa.

Tempo da Quaresma

O Tempo da Quaresma é um tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de preparação para a Páscoa do Senhor, e dura quarenta dias. Neste período não se diz o Aleluia, nem se colocam flores na Igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Gloria a Deus nas alturas, para que as manifestações de alegria sejam expressadas de forma mais intensa no tempo que se segue, a Páscoa. A Quaresma inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, e termina no Lava Pés . Esse tempo litúrgico traz em si um duplo aspecto: a  preparação para o Batismo dos adultos e o caráter penitencial.

Assim, toda a Igreja é chamada a se deixar purificar e renovar por Cristo. Por meio do anúncio do Evangelho, ela exorta à conversão; como podemos perceber pelas palavras ditas no momento da imposição das cinzas: "Convertei-vos e crede no Evangelho".

O Tempo da Quaresma vai da Quarta-Feira de Cinzas até a Missa da Ceia do Senhor (Missa do Lava-Pés na Quinta-Feira Santa). É formada por cinco domingos que são chamados 1º, 2º, 3º, 4º, 5º Domingo da Quaresma.

O 4º Domingo da Quaresma também recebe o nome de "Domingo Laetare" ou "Domingo da Alegria". Nele, podemos usar a cor rosada e ornamentar o altar com flores (cf. Instrução Geral sobre o Missal Romano, 3 ed., nn. 305 e 346).

O 6º Domingo é chamado "Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor". Com ele, inicia-se a Semana Santa, que visa recordar a Paixão do Senhor, desde a sua entrada triunfal em Jerusalém.

Na Quinta-Feira Santa de manhã, o bispo, juntamente com os seus padres, celebra a Missa do Crisma, mais conhecida como Missa dos Santos Óleos, pois é nessa celebração que o bispo benze os santos óleos dos catecúmenos e dos enfermos e consagra o óleo do Crisma.

Celebrando o Tempo da Quaresma

  • Cor do tempo: roxa.
  • Nesse período, somos convidados a praticar as obras da penitência: o jejum, a oração e a caridade. Na Igreja do Brasil, esses gestos são iluminados através da reflexão e do gesto concreto da Campanha da Fraternidade.
  • A Quarta-Feira de Cinzas e a Sexta-Feira Santa são dias de jejum e abstinência. Porém, esses gestos não devem ser puramente exteriores mas sim expressão de um desejo de busca do crescimento e do equilíbrio interno.
  • Na Quaresma não enfeitamos o altar com flores (exceto o Domingo Laetare, as festas e as solenidades), e os instrumentos musicais são usados apenas para sustentar o canto. Omite-se o canto do Glória e o Aleluia.
  • Sendo a Quaresma o principal tempo de penitência, é importante preparar a comunidade para a celebração do Mistério Pascal através de celebrações penitenciais.
  • Algumas práticas de piedade nas quais os fiéis veneram a Paixão do Senhor como a Via-Sacra, são particularmente adequadas a esse tempo litúrgico.

Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal começa com a Missa da Santa Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa. Neste dia, é celebrada a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, e comemora-se o gesto de humildade de Jesus ao lavar os pés dos discípulos.

Na Sexta-feira Santa celebra-se a Paixão e Morte de Jesus Cristo. É o único dia do ano que não tem Missa, acontece apenas uma Celebração da Palavra chamada de “Ação ou Ato Litúrgico”.

Durante o Sábaso Santo, a Igreja não exerce qualquer acto litúrgico, permanecendo em contemplação de Jesus morto e sepultado.Na noite de Sábado Santo, já pertencente ao Domingo de Páscoa, acontece a solene Virgília pascal. Conclui-se, então, o Tríduo Pascal, que compreende a Quinta-Feira, Sexta-Feira e o Sábado Santo, que prepara o ponto máximo da Páscoa: o Domingo da Ressurreição.

Celebrando o Tríduo Pascal

  • Na Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, durante o canto do Glória tocamos os sinos, que permanecerão silenciosos até a Virgília Pascal. Após a homilia, relaizamos o lava-pés e depois omitimos o Creio. Após  a comunhão, a reserva eucarística é deixada sobre o altar para, no final, ser levada ao lugar adequado (Transladação do Santíssimo Sacramento). Logo após à missa, o altar é totalmente despojado da cruz, dos castiçais e das toalhas.
  • Na Celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-Feira Santa, há a Liturgia da Palavra (Leituras, Homilia e Oração Universal); a Adoração da Cruz e a Comunhão Eucarística. Realizamos a coleta em favor dos lugares santos. Cobrimos a cruz com um pano vermelho e a levamos ao presbitério para adoração (deve ser uma só e mesma cruz).
  • Na Vigília Pascal, após a bênção do fogo novo, recebe destaque o Círio Pascal, colocado no centro do presbitério ou junto ao ambão.

Tempo Pascal

A Festa da Páscoa ou da Ressurreição do Senhor, se estende por cinqüenta dias entre o domingo de Páscoa e o domingo de Pentecostes, comemorando a volta de Cristo ao Pai na Ascensão, e o envio do Espírito Santo. Estas sete semanas devem ser celebradas com alegria e exultação, como se fosse um só dia de festa, ou, melhor ainda, como se fossem um grande domingo, vivendo uma espiritualidade de alegria no Cristo Ressuscitado e crendo firmemente na vida eterna.

Celebrando o Tempo Pascal

  • Cor do tempo: branca.
  • Durante todo o Tempo Pascal, o círio permanece no centro do presbitério ou junto ao ambão e é em todas as celebrações.
  • Principalmente nesses dias, cantamos o Aleluia.
  • Durante o Tempo Pascal, se possível, usamos para o Batismo a água abençoada na Vigília Pascal.
  • Nesses domingos, para aprofundar o caráter batismal, podemos substituir o ato penitencial no início da missa pelo rito de bênção e aspersão da água.
  • Na semana entre a Ascensão e Pentecostes, nos preparamos para a vinda do Espírito Santo e realizamos orações pela unidade  dos cristãos.
  • A lirtugia recomenda a celebração da Missa da Virgília de Pentecostes.

Tempo Comum

Além dos tempos que têm características próprias, restam no ciclo anual trinta e três ou trinta e quatro semanas nas quais são celebrados, na sua globalidade os Mistérios de Cristo. Comemora-se o próprio Mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos. É um período sem grandes acontecimentos, mas que nos mostra que Deus se faz presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança acolhimento da Palavra de Deus. Este tempo é chamado de Tempo Comum, mas não tem nada de vazio. É o tempo da Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e no trabalho pelo Reino. O Tempo Comum é dividido em duas partes: a primeira fica compreendida entre os tempos do Natal e da Quaresma, e é um momento de esperança e de escuta da Palavra onde devemos anunciar o Reino de Deus; a segunda parte fica entre os tempos da Páscoa e do Advento, e é o momento do cristão colocar em prática a vivência do reino e ser sinal de Cristo no mundo, ou como o mesmo Jesus disse, ser sal da terra e luz do mundo.

O Tempo Comum é ainda tempo privilegiado para celebrar as memórias da Virgem Maria e dos Santos.

Celebrando o Tempo Comum

  • Cor do tempo: verde.
  • A preparação de nossas liturgias dominicais para esse tempo não deve partir de um "tema de conscientização e reflexão" (por mais dignos e importantes que eles sejam), pois isso pode levar a assembleia a pensar que o "tema" seja o centro da Eucaristia, deixando em segundo lugar Cristo e seu Mistério Pascal. Isso não significa diminuir a oração para determinada intenção. A homilia ou reflexão, a oração dos fiéis e os demais textos que podem ser adaptados livremente devem inspirar-se na Palavra e a partir dela serem aturalizados na vida da Igreja e da humanidade.
  • O Tempo Comum deve ser valorizado como um período de crescimento e maturação, evitando que ele pareça monótono e rotineiro. Devemos ajudar os fiéis a perceberem como os Evangelhos proclamados a cada domingo desenvolvendo o mistério da nossa salvação, seguindo a vida pública de Jesus.
  • Algumas Solenidades  do Senhor ocorrem no Tempo Comum: Santíssimo Sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo (quinta-feira depois da Santíssima Trindade), Sagrado Coração de Jesus (sexta-feira após o 2º domingo depois de Pentecostes), Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo (último domingo do Tempo Comum).

Festas de guarda

Lista dos dias santos de obrigação do catolicismo 

Baseando-se no terceiro mandamento da Lei de Deus (guardar os domingos e festas de guarda), a Igreja Católica estipula que todos os católicos são obrigados a irem à missa em todos os domingos e festas de guarda. Por isso, esta obrigação está também presente nos Cinco Mandamentos do Igreja Católica. A maior parte das festas de guarda calham sempre num domingo (ex: Dommingo de Ramos, Pentecostes, domingo de Páscoa, Santíssima Trindade, etc.), que já é o dia semanal obrigatório de preceito ou guarda. Então, as festas de guarda que podem não ser no domingo são apenas dez:

  •   1 de Janeiro - Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus; 
  •   6 de Janeiro - Epifania
  •   19 de Março - Solenidade de São José
  •   Ascensão de Jesus (data variável - quinta-feira da sexta semana da Páscoa)
  •   Corpus Christi (data variável - 1ª quinta-feira após o domingo da santíssima Trindade)
  •   29 de Junho - Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo
  •   15 de Agosto - Assunção de Maria
  •   1 de Novembro - Dia de Todos-os-Santos
  •   8 de Dezembro - Imaculada Conceição de Maria
  •   25 de Dezembro - Natal

Porém, nem todos os países e dioceses festejam e guardam estes dez dias de preceito, porque, "com a prévia aprovação da Sé Apostólica, [...] a Conferência Episcopal pode suprimir algumas das festas de preceito ou transferi-los para um domingo".

Cores litúrgicas

O altar, o tavernáculo, o ambão, a estola e a casula usadas pelo sacerdote combinam todos com uma mesma cor, que varia ao longo do ano litúrgico. Na verdade, a cor usada num certo dia é válida para a Igreja em todo o mundo, que obedece a um mesmo calendário litúrgico. Conforme a missa do dia, indicada pelo calendário litúrgico, fica estabelecida uma determinada cor (a excepção vai para as igrejas que celebram naquele determinado dia o seu santo padroeiro).

Desta forma, concluiu-se que as diferentes cores possuem algum significado para a Igreja: elas visam manifestar externamente o caráter dos Mistérios celebrados e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do Ano Litúrgico. Manifesta também a unidade da Igreja. No início havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas cores litúrgicas. Estas só foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo, devido ao seu alto valor teológico e explicativo, os cristãos do mundo inteiro aderiram a esse costume, que tomou assim, caráter universal. As cores litúrgicas são seis:

Branco

- Usado na Páscoa, no Natal, nas Festas do Senhor, nas Festas da Virgem Maria, de São João Evangelista (apóstolo) e dos Santos, excepto dos mártires e dos apóstolos. Simboliza alegria, ressurreição, vitória e pureza. Sempre é usado em missas festivas.

Vermelho

- Lembra o fogo do Espírito Santo. Por isso é a cor de Pentecostes. Lembra também o sangue. É a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão e do Domingo de Ramos. Usado nas missas do Crisma, celebradas normalmente no dia dos Pentecostes, e de mártires.

Verde

- Usa-se nos domingos normais e dias da semana do Tempo Comum. Está ligado ao crescimento, à esperança.

Roxo

- Usado no Advento. Na Quaresma também se usa, a par de uma variante, o violeta. É símbolo da penitência, da serenidade e de preparação, por lembrar a noite. Também pode ser usado nas missas dos Fiéis Defuntos e na celebração da penitência.

Rosa

- O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare). Simboliza uma breve pausa, um certo alívio no rigor da penitência da Quaresma e na preparação do Advento.

Preto

- Representa o luto da Igreja. Usa-se na celebração do Dia dos Fiéis Defuntos e nas missas dos Fiéis Defuntos.

 

Cálculo do atual ano litúrgico

O Ano Litúrgico passa por três ciclos, também chamado de anos A, B, C.

A cada ano tem uma sequência de leituras próprias, ou seja, leituras para o ano A, ano B e para o ano C. Para saber de que ciclo é um determinado ano, parte-se deste princípio: o ano que é múltiplo de 3 é do ciclo C.

Para saber se um número é múltiplo de 3, basta somar todos os algarismos, e se o resultado for múltiplo de 3, o número também o é.

Exmplo:

§  1998 é 1+9+9+8 = 27 (é múltiplo de três) logo é ano C

§  1999 é 1 + 9 + 9 + 9 = 28 (27+1) = ano A

§  2000 é 2+0+0+0 = 2 = ano B

§  2001 é 2+0+0+1 = 3 = ano C

§  2002 é 2+0+0+2 = 4 (3+1) = Ano A

....

§  2008 é 2+0+0+8 = 10 (9+1) = Ano A

§  2009 é 2+0+0+9 = 11

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São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate; sede nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e a todos os  espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

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